Mostrando postagens com marcador escassez. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador escassez. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 31 de março de 2011

Quais as implicações da abundância de conhecimento?

Existem pessoas que definem a economia como o estudo da escassez (simploriamente falando...). Isto faz sentido quando se pensa que, caso tudo fosse abundante, não haveria necessidade de estudar como manejar bens e produtos escassez.
Basta pensar em exemplos históricos, onde mudanças socio-econômicas e tecnológicas permitiram abundância de bens antes escassos (e, portanto, caros) para ver que todos estes momentos causaram impactos e mudanças na sociedade: o advento da máquina a vapor, na primeira revolução industrial, fez com que a força física, antes cara, se tornasse abundante. As fábricas passaram a poder produzir 24 horas por dia, a uma fração do custo anterior. Isto resultou em profundas mudanças na sociedade.

Do ponto de vista das empresas em busca do lucro, cito Chris Anderson, em seu livro Free: (tradução livre)

"Assim como a água sempre segue correnteza abaixo, economias seguem em direção à abundância. Produtos que podem se tornar comoditizados e baratos tendem a tal, e empresas buscando lucros movem-se correnteza acima, em procura de novos mercados escassos. Onde a abundância determina os preços dos produtos para o chão, o valor muda para níveis adjacentes, algo que o editor de tecnologia Tim O`Reilly chama de "Lei da Conservação de Lucros Atrativos".

O conhecimento, antes bem escasso, que separava e segmentava a sociedade, se tornou abundante na nossa sociedade hoje, graças à outra revolução industrial, onde as ferramentas de armazenamento, criação e difusão de conhecimento se tornaram abundantes. Isto traz um grande questionamento, cuja motivação/necessidade é entender para onde caminha nosso mundo: quais serão os novos bens escassos dessa nova era? E como as empresas podem se adiantar à essa escassez para obter lucro?